quarta-feira, 21 de maio de 2008

Descalça

3 de março foi a última vez que eu postei aqui? Puts grila, de lá pra cá já aconteceu tanta coisa em relação aos meus treinos ou falta deles.

Tanto faz, hoje eu resolvi andar descalça, mais por piração do que por qualquer outro motivo. O fato é que foram 3km no Parque da Cidade e eu gostei pra caramba. Comecei só com vontade andar mesmo "ok, hoje eu vou tirar esses tênis!" e tirei, demorei um pouco pra me acostumar, quer dizer, é diferente andar descalça do quarto até a cozinha, no começo eu senti um pouco de incômodo com o asfalto, depois eu já estava mais acostumada e me sentindo bem.

No final do segundo quilômetro eu lembrei dum post que o Beto fez sobre correr descalço e resolvi experimentar. Foi bom, eu não cansei nadinha, mesmo com a mochila nas costas. Inicialmente foi bem estranho já que o meu Mizuno corrige bem a minha pronação, comecei com a pisada bem mais torta que o normal, mas aos poucos fui tentando corrigir, aliás, já está na hora de ajeitar isso sem precisar de tênis. Senti bastante o peito do pé e o calcanhar doeu mais no final, coisas que eu preciso corrigir e que não ia perceber se eu estivesse calçada.

No fim das contas eu não tenho muitas conclusões sobre a experiência. Foi uma distância curta, só queria testar, mas vou tentar mais vezes. Ah sim, e as pessoas são tão chatas, por que diabos elas se preocupam tanto com os pés alheios no chão?

segunda-feira, 3 de março de 2008

Só depois de meio-dia.

Definitivamente, esse lance de acordar cedo não faz bem. Isso pra mim é lenda, juro, meu relógio deve funcionar bizarramente, mas eu não preciso nem dormir tarde pra não querer acordar cedo.

Se eu dormir às 20h e acordar às 8h, mesmo com 12 horas de sono eu não fico bem. Não adianta, as olheiras ficam três vezes maiores, meu corpo fica cansado, eu fico desanimada e de mau-humor, muito mau-humor, pronta pra matar alguém. Passo o resto do dia sentindo sono. Inclusive lembro que na época da escola eu dormia até na hora do intervalo porque não aguentava acordar na hora em que eu costumava acordar. Talvez eu seja notívaga, se eu dormir às 6 da manhã, depois de passar a madrugada (super produtiva) inteira acordada e acordar apenas 6 horas depois eu fico com um gás absurdo. O importante é acordar depois de meio-dia.


E tenta me acordar outra vez pra você ver o que é bom pra tosse...


Não adianta, manhã é horário pra dormir, fora que levantar cedo me gera 3 vezes mais inquietação. Acordo cedo, tomo café pra me manter acordada e já era. O bichinhos da cafeína começam a pular dentro do meu corpo gritando "Mexa-se, fale sem parar, incomode os outros, tenha crises de riso com coisa alguma, fique maluca, hiperatividade, pensamentos aleatórios, hahahahahahahaha". Pois é, desse jeito. Imaginem como eu fico a noite. Insana ao extremo.


E se eu não tomo café? Eu durmo a tarde e não tenho um pingo de sono depois. E não tem essa de "tenta não dormir". Meu corpo é uma coisa maluca. Se eu não dormir na hora que ele pede ele se desliga sozinho. Querem um exemplo? Um dia eu comecei a ficar com sono a tarde, pra não dormir eu resolvi sair pra dar uma volta. Do nada, eis que eu acordo encostada num poste. Devo ter dormido por no máximo 1 minuto, mas nem mesmo lembro de ver o poste. Eu capoto, eu desmaio, eu sei lá o que acontece...

Eu nasci foi pra boemia, anyway. Meus melhores desenhos eu fiz a noite, as melhores músicas eu compus a noite (na cozinha pra não acordar ninguém), eu faço tudo melhor nesse horário. O problema é provar isso pras outras pessoas. Não que eu seja uma vampira e não passe nem perto da luz do sol, mas eu não gosto de dormir cedo e muito menos acordar cedo. Fazer o quê, né? Cada um, cada um. O mundo não é dos notívagos.

E porque eu tô acordada tão cedo? Minha mãe resolveu que 7h era uma ótima hora pra passadeira vir e que a lavanderia deveria buscar as coisas aqui de manhã. Tô sozinha em casa, ou eu abro a porta ou eu fico sem roupa passada e lavada... Inferninho...

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sábado, 9 de fevereiro de 2008

O primeiro nem sempre é bom - parte II - O desânimo

Simples assim, você tenta fazer uma coisa que antes fazia. Agora é inúmeras vezes mais difícil, tudo dói, não vai de jeito algum. O desânimo bate e você nem treina mais. Ô, chatice, tô precisando de umas doses de força de vontade. Tô tão fraca que dá dó.

Acabou que não treinei nem 10 minutos. Tudo parece ser um saco. Mosquinhas, calor... Acho que meu espírito Frango ainda está de férias.

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

O primeiro nem sempre é bom - parte I

Imagino que o primeiro treino de qualquer coisa que qualquer pessoa vá fazer na vida será lindo. É aquela empolgação, presteza a fazer tudo, aqueles medos bobos que duram pouco e a experiência de conhecer novas pessoas. Eu nunca lembro dos meus primeiros treinos de nada, mas sei que são sempre bons.

O problema é voltar a treinar depois de muito tempo. O primeiro treino após meeeeeeeeses. A empolgação vai e volta, oscilando com a preguiça. O medo volta, mas é o medo de não conseguir fazer mais nada, a paciência com certeza vai embora, e aquela dor de primeiro treino que você não sente há tempos. Claro que isso tudo depende da pessoa, mas como eu sou uma chata, puts grila, quero só ver. Tô adiando há tanto tempo, mas dessa semana não passa.

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Vou dar uma ajeitada nos links depois. Tem gente que não usa blog mais, tem gente que eu esqueci de linkar, tem gente que eu nem sabia que tinha blog e tem gente com blog novo. Paciência!
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quarta-feira, 30 de janeiro de 2008

1 fatia de pão.

Não adianta, quando você é vegan uma boa parte da tua vida começa a girar em torno da tua alimentação. Aliás, até a imagem que as pessoas têm de você gira em torno do que você come. Não acredito nadinha no "você é o que você come", ou minha irmã mais nova seria um barril de celulite, e eu... Bom, eu estaria plantada em algum lugar sem me manifestar. E foi quase assim que estive nos últimos meses, mas não vem ao caso.

O que acontece é que eu tive dores de cabeças bizarrentas (que parecem ter vindo só pra acabar com a minha empolgação em treinar), dias com a cabeça doendo, dores insuportáveis a ponto de não conseguir abrir os olhos. Meus pais, preocupados como todos bons pais, me fizeram visistar médicos de todas as áreas possíveis, que me mandaram fazer 3928348 exames diferentes. Colhi sangue tantas vezes que tenho medo de cortar o dedo e secar, nem comento a claustrofobia da RM e agonia do contraste iodado (?) sendo injetado. E as nojeiras coladas na cabeça? Deixando o cabelo ensebado por uma colinha que ainda não sei se é cola.

Numa visita à neurologista ela consegue enfiar na cabeça da minha mãe que por causa da minha alimentação (duh!) é extremamente necessário que eu visiste um nutrólogo. E vejam bem, nutrólogo não é nutricionista... Fui, e descobri que tenho pouquíssima gordura no corpo, meu IMC é de desnutrido, e que a falta de rotina teoricamente está lascando a minha "dieta". Mas a pior parte disso tudo é que ficou parecendo que sou assim por causa do veganismo. Céus, eu sempre fui a Olívia Palito da escola, sempre comi desregradamente, nunca tive o peso que precisava ter, e meus exames de sangue sempre dizem que está tudo bem no meu organismo! Mwahahahaha, se fodeu, Dr. Nutrólogo-não-lembro-seu-nome. Espera só eu voltar aí pra te mostrar meu exame e você perceber que eu ganhei! AHÁ!

Que seja, foi resolvido que eu precisava de rotina, acordar cedo pra tomar café-da-manhã, me alimentar 6 vezes por dia e blábláblá. E que eu precisava pesar 52kg! PUTA MERDA! Foi exatamente o que eu pensei quando ouvi isso. Hahahahahahaha, impossível. Fui embora e a nutricionista, que planeja sua dieta com o nutrólogo (os dois trabalham juntos e blábláblá), me mandaria um e-mail com a maldita a ser seguida. Fiquei esperando, juro que até empolgada, acreditando que finalmente passaria a me alimentar direito, afinal eu sempre tento e uma semana depois esqueço que tava tentando.

Eis que chega o e-mail tão esperando, abro toda desesperada de empolgação e me deparo com a parte do café-da-manhã, e estava ali o pavil da minha bomba de falta de educação: Vitamina, suco, blábláblá e entre as opções de sólido estava "1 fatia de pão"! COMO ASSIM??????? Esse povo tá doido? Eles não querem me engordar? Ah, fiquei muito brava, prefiro não comer pão a comer 1 fatia só... Sorte que eu segurei minha raiva e não respondi o e-mail de forma grosseira. Ahhhhhh, que absurdo... Quem em sã consciência passa geléia, margarina, azeite, creme de amendoim numa fatia de pão e não coloca outra por cima? Será que esperam que eu dobre a fatia no meio e fique com meio sanduíche?

Não tô nem aí. Fiquei com tanto ódio dessa fatia solitária que não tô seguindo coisa alguma. Como quando quero, o tanto que quero e o que eu quero. Parece birra de criança, e é. Sou hedonista antes de ser preocupada com comida... 1 fatia de pão... Era só o que me faltava. Pelo menos não inventaram que preciso comer alimentos de origem animal, pelo menos.

Ah, e as dores de cabeça não voltaram mais. Não tinha nada a ver com comida, é uma série de coisas um tanto quanto complicadas de explicar. Mentira, eu tô com preguiça, mas tanto faz, o que importa é que passou.


P.s.: Depois eu dou um jeito de colocar a dieta da fatia de pão aqui ¬¬
P.s.2: Nem acredito que postei.
P.s.3: Não vou revisar post, já são 5 da matina e preciso dormir, ora bolas!

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segunda-feira, 10 de setembro de 2007

305 e sangue nozói!

Fiz 305 barras sábado. 25 na árvore, que deixou meu punho doendo devido a espessura do galho, 75 antes do almoço e mais a tarde fiz 205. Fiquei feliz apesar de o braço estar dolorido e falhando, mas isso passa.

Na verdade eu nem tenho muito o que falar sobre as barras, eu queria mesmo é que as pessoas lessem ISSO! Juro que estou com muita raiva até agora. Esqueci enquanto fiz as barras, mas essa história vai ficar martelando na minha cabeça durante um bom tempo!

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sábado, 4 de agosto de 2007

Vergonha na cara!

Não, eu não vou reclamar do meu peso. Eu não me pesei, não sei se engordei ou se emagreci, e sinceramente, nem pretendo saber. Voltei a me alimentar corretamente, e isso não significa que deixei o veganismo, isso significa que acordo cedo pra tomar café-da-manhã, mesmo que volte a dormir depois. As outras refeições continuam quase iguais, mais equilibradas e muito bem, obrigada. Diminui bastante a quantidade de Pringles e outras porcarias por semana. Antes eram duas latas por dia, agora só compro quando realmente fico com vontade. Sinceramente, o tanto de besteira que eu comia tava me fazendo muito mal, só satisfazia meu paladar, meu organismo e meu bolso não estava nada alegres com isso. Parei até de tomar tanto café quanto eu tomava antes, aquilo tava me matando, sem exagero.

Não vou fazer um post sobre aquela viagem, aquela pra São Paulo que já foi citada em provavelmente metade dos blogs linkados aqui. Até porque eu não tenho muito a dizer sobre ela, todo mundo contando sobre as 1908910823 subidas, barras e sei lá mais o que. Eu não fiz muita coisa lá, a única coisa que eu realmente tenho a dizer sobre a viagem (fora certa saudade) é que ela abriu meus olhos pra minha inutilidade. Eu realmente cansei de ficar a toa. E não é mais um dos milhares de discursinhos de "agora eu faço algo".

Eu tenho a chance de treinar com pessoas exemplos. São pessoas que aproveitam cada oportunidade de treinar, e só agora que eu resolvi que seria assim também. Dessa vez eu fiquei com muita vontade de melhorar, e não é indo pro treino e ficando quase parada que isso vai acontecer. Pelo menos não enquanto seres humanos não fizerem osmose. Assim que cheguei em Brasília comprei uma polibarra, e ela só tem subido mais e mais, e vai ficar assim até o dia em que ela tiver no limite da porta. Todo dia, assim que acordo, tomo meu café-da-manhã e faço quantas as flexões, abdominais, barras, agachamentos, ..., que eu conseguir. Se eu achar que dá pra fazer mais 1, eu faço, é até não conseguir MESMO!

Como eu tenho andado bem ocupada com banda e arrumando minha imensa bagunça aqui em casa, eu resolvi aproveitar o condomínio onde eu moro. O Alex certa vez veio treinar aqui e disse que eu tenho um pedaço de Lisses em casa, e tenho mesmo. Um dia eu olhei pela janela e resolvi que já que não dava pra ir pra PQP todo dia eu ia usar bem o que eu tinha há 6 lances de escada abaixo. Se eu arranjo um tempinho de descer lá vou eu fazer pelo menos algumas precisões e passe muraille (que ainda estão bem toscos, por sinal).

A vergonha na cara veio como um baque, e, além disso tudo, eu puxei minha mãe pelo braço e fui fazer minha matrícula num curso pré-vestibular. Vou estudar de verdade dessa vez, todos os dias e sem mimimi. Aproveitei que tava na rua e já fiz logo minha matrícula no boxe que é ali do lado. Agora já era, saindo do cursinho vou direto pro boxe. Eu acho que nunca tive tanta vontade de mudar quanto depois dessa viagem.


Tchau, Natália quase morta!